Custos

Custo Real de uma Rescisão de Executivo em Banco: O Que os Números Mostram

11 de abril de 2026·7 min de leitura·Arbitralis
Custo Real de uma Rescisão de Executivo em Banco: O Que os Números Mostram

Por que o custo real surpreende os gestores

Na mesa de negociação, o foco está no valor acordado. Mas o custo total de uma rescisão de executivo vai muito além do cheque assinado. Gestores de RH e CFOs de bancos frequentemente subestimam os custos invisíveis.

Os componentes do custo real

1. Verbas rescisórias diretas

  • Saldo de salário
  • Férias + 1/3 proporcional
  • 13º proporcional
  • FGTS + multa de 40%
  • Aviso prévio (até 90 dias para executivos sênior)

2. Custos de homologação judicial

  • Custas processuais: 2% do valor da causa (Art. 789 CLT)
  • Para um acordo de R$ 800.000: R$ 16.000 em custas
  • Honorários advocatícios: R$ 8.000–R$ 25.000
  • Tempo da equipe jurídica interna: 20–40 horas

3. Risco de retrabalho

  • Se o acordo for contestado: novo processo, novo custo
  • Honorários de defesa: R$ 15.000–R$ 60.000
  • Risco de condenação adicional: até 20% acima do acordo original

4. Custo de provisão contábil

  • Acordo sem proteção fica como passivo contingente
  • Capital imobilizado em provisão pelo prazo prescricional de 2 anos

Com homologação arbitral (Arbitralis)

  • Custo fixo: R$ 1.100 por acordo
  • Prazo: 30 dias
  • Sem custas proporcionais ao valor
  • Provisão revertida após emissão da sentença
  • Risco de retrabalho: zero

Para um banco com 50 desligamentos de executivos por ano, a diferença acumulada entre homologação judicial e arbitral pode superar R$ 1 milhão anuais.

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