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Acordo Trabalhista Fechado Pode Voltar à Justiça? Entenda o Risco

13 de abril de 2026·6 min de leitura·Arbitralis
Acordo Trabalhista Fechado Pode Voltar à Justiça? Entenda o Risco

Sim — e acontece com mais frequência do que parece

Um acordo de desligamento assinado entre banco e colaborador não é, por si só, definitivo. Sem a homologação correta, o colaborador tem até 2 anos após o término do contrato para ingressar com reclamação trabalhista questionando o acordo.

Por que os acordos são contestados?

As principais razões pelas quais colaboradores retornam à Justiça após assinar acordos incluem:

  • Alegação de vício de consentimento: pressão, coação ou falta de clareza no momento da assinatura
  • Questionamento de verbas: discordância sobre cálculo de FGTS, férias proporcionais ou PLR
  • Mudança de assessoria jurídica: novo advogado que avalia chances favoráveis de ação

O risco para bancos

Para uma instituição financeira que realiza dezenas de desligamentos de executivos por ano, mesmo uma taxa de contestação de 5% representa um volume significativo de ações. Cada processo judicial consome:

  • Horas de equipe jurídica interna
  • Honorários advocatícios externos
  • Risco de condenação em valores superiores ao acordo original
  • Exposição de informações confidenciais em processo público

Como a homologação arbitral elimina esse risco

A sentença arbitral da Arbitralis tem força de título executivo judicial (Art. 31, Lei 9.307/96). Isso significa que:

  1. O acordo homologado não pode ser questionado no mérito em reclamação trabalhista
  2. Qualquer tentativa de nova ação esbarra na coisa julgada arbitral
  3. O banco pode apresentar a sentença como defesa imediata

A proteção é definitiva — não há prazo prescricional que reverta uma sentença arbitral transitada em julgado.

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